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26 setembro 2016

Comunicação digital (também) é feijão com arroz

O mundo da comunicação digital é permeado por novidades e inovações. A cada dia surge uma nova rede social, um formato diferente e até linguagens mais modernas e diferenciadas. É o Facebook lançando a ferramenta de Live, o Snapchat se consolidando como uma das principais forças digitais da atualidade, os influenciadores digitais como youtubers e instagramers recebendo um papel estratégico em credibilidade e viralização nas campanhas como nunca se viu, e assim por diante.

Mas o que parece um mar de oportunidades às vezes pode se tornar um sério problema para as marcas. A ânsia por estar presente em todos os canais, conectar todos os players e incorporar todas as tendências provocam uma série de erros que podem destruir a imagem de qualquer organização. Aqueles velhos clichês do “menos é mais” e “mais vale um pássaro na mão do que dois voando” também são válidos para o mundo da comunicação. Compreender isso, conhecer sua empresa e saber seus limites são essenciais para não tornar a oportunidade um pesadelo.

Nem toda organização é um Netflix para transmitir por Facebook Live o primeiro episódio da segunda temporada da série Narcos ou um Itaú para oferecer serviços de coaching visando atrair jovens com espírito empreendedor no Snapchat. Comunicação digital não é receita de bolo. Não dá para simplesmente pegar um case bacana e incorporar a ideia à sua marca.

Recepcionar o convidado para um almoço com uma lasanha parece sempre ser mais atraente do que servir arroz e feijão. Mas não é bem assim. Um simples feijão com arroz bem temperado tende a agradar muito mais do que uma lasanha sem gosto, não é? Essa lógica serve perfeitamente para a comunicação. E vamos além: onde se recepciona o convidado também é importante. Tudo tem de transmitir a mesma ideia, ser sincronizado.

Agora chega de analogias. Uma comunicação digital eficiente tem de partir de três pilares: identidade, capacidade e estratégia. Primeiro precisamos identificar a identidade da organização em questão e verificar quais meios melhor se adequam a essa identidade, qual o perfil do público da empresa e onde ele se encontra, de que forma se deve estabelecer diálogos e como a mensagem deve ser transmitida, entre outros fatores. É nessa fase em que entra a identificação de personas, análise de comportamento do público em cada rede social e como ele é influenciado, etc.

Logo em seguida é fundamental que definamos a capacidade de organização de desenvolver bem os canais e ações traçadas a partir da primeira observação descrita aqui, relacionada à identidade. Uma empresa pode ter um perfil que lhe permita estar presente simultaneamente no Facebook, Twitter e Instagram, por exemplo. Porém, precisamos avaliar qual sua capacidade de gerir tudo isso ao mesmo tempo, com qualidade e sincronia. Afinal, mesmo com linguagens diferenciadas de acordo com a lógica de cada meio, trata-se da mesma empresa e deve apresentar uma mesma identidade.

Por fim, o pilar indispensável de um planejamento em comunicação digital: a estratégia. Aqui é importante que a cada ação pensada se pergunte por que, com qual propósito e qual a viabilidade, a partir disso é possível observar se a proposta está alinhada com a identidade e capacidade da empresa. Fazer em mais quantidade e fazer porque é uma tendência não é sinônimo do fazer estratégico e pode resultar inclusive em perdas de reputação e financeiras.

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